2022, ano de copa do Mundo: o que esperar da economia?

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Flávio Franklin – economista e professor universitário

Esse ano tem copa do mundo? Tem sim, senhor!!!  Nem parece!!!

Os holofotes no momento estão voltados para outros temas que permeiam o cotidiano da população, mas pouco está se falando da copa do mundo, pois ao contrário das edições anteriores das copas do passado, nesse período do meio do ano, já tínhamos bandeirolas nas ruas, álbuns de figurinhas sendo vendidas com os rostos estampados dos craques do futebol mundial, famílias e amigos se encontrando nas salas das casas e demais ambientes com suas TV´s ligadas com os olhos e ouvido atentos,  e principalmente  com os corações nervosos para o início das partidas da seleção pentacampeã.

É notório que a copa historicamente mexe com o Brasil, pois de quatro em quatro anos cresce o sentimento ufanista dos brasileiros, que se vestem de verde e amarelo, pintam ruas e se juntam para assistir aos jogos cheios de expectativas e esperança.

Esse ano vai ser diferente, pois a copa do mundo será realizada entre 21 de novembro e 18 de dezembro, uma época em que a temperatura no Catar (país da copa) geralmente chega a 25°C. Essa será a primeira copa do mundo a ser realizada no Oriente Médio e a primeira também nesta época do ano, já que o torneio costuma ser disputado em junho e julho. Se a copa fosse realizada no meio do ano no Catar, as partidas seriam disputadas em temperaturas superiores a 40°C e possivelmente chegando a 50°C.

Visto essa breve introdução, é importante entender a relação da dimensão do evento e a economia, isto porque em 2002 a visualização atingiu 2,5 bilhões de espectadores nos meios de comunicação que transmitiram as partidas somado com o evento de abertura. Já para esse ano de 2022, a expectativa é de que 4 bilhões de pessoas assistam a copa do mundo no Catar. Essa visibilidade mundial que esse evento possui, faz dele um grande acontecimento comercial. Isso significa que esse evento além de ser um fenômeno no mundo dos esportes, também é na economia.

E não podia ser diferente, pois serão movimentadas grandes cifras, visto que movimentarão marcas, direitos televisivos, mercado publicitário e outros mais que instigarão o desejo das pessoas por produtos e serviços que estejam ligados direta e indiretamente com a copa do mundo.

É importante entender que mesmo não sendo no Brasil, essa copa deverá impactar na economia brasileira, pois produtos como camisas da seleção, bonés, álbuns de figurinhas e outros mais, poderão gerar aumento na produção desses itens ligados ao evento, consequentemente aumentando o número de empregos que tenham ligação com essa cadeia produtiva.

Devemos lembrar dos bares e restaurantes, que por sua vez também esperam um aumento de receitas com promoções e a colocação de telões para juntar público, para assistir as partidas da copa principalmente nos dias dos jogos do Brasil, necessitando assim a contratação de pessoas para esses estabelecimentos comerciais.

Apesar de ser apenas projeções no campo econômico, uma coisa é certa: ano de copa é tempo de euforia, e junto dela vem o aumento de consumo dos segmentos citados anteriormente, e, consequentemente, impactos na economia.

TV Contexto | Flávio Franklin – economista

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